A implantação do sistema de esgotamento sanitário de São Gonçalo do Rio Abaixo segue em andamento e representa uma das maiores intervenções de infraestrutura e saneamento já executadas no município. O projeto contempla a conclusão da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), a construção de seis estações elevatórias e a implantação das redes responsáveis pela coleta e pelo transporte do esgoto gerado em residências e estabelecimentos comerciais.
Quando toda a estrutura estiver em funcionamento, o esgoto coletado será encaminhado até a ETE, onde passará por tratamento antes de ser devolvido ao meio ambiente. A iniciativa tem como principal objetivo acabar com o lançamento de esgoto sem tratamento no Rio Santa Bárbara, contribuindo para a recuperação do curso d’água, a preservação ambiental e a melhoria da saúde pública e da qualidade de vida da população.
Nesta fase da obra, as equipes concentram os trabalhos na implantação das tubulações e das estruturas que compõem o sistema. Entre os serviços realizados estão escavações, assentamento de tubos, construção de poços de visita, execução das ligações prediais e preparação das estações elevatórias.
A necessidade da instalação de seis estações elevatórias está diretamente ligada às características do relevo da cidade. Em um trecho urbano de aproximadamente três quilômetros, o Rio Santa Bárbara apresenta desnível de apenas cerca de um metro, inclinação insuficiente para que todo o esgoto seja conduzido naturalmente por gravidade. Por esse motivo, as elevatórias terão a função de bombear o material coletado nos pontos mais baixos, garantindo seu transporte até a Estação de Tratamento de Esgoto.
Sempre que as condições do terreno permitem, a rede interceptora é instalada nas proximidades das margens do rio. No entanto, em determinados pontos, o espaço reduzido e as características geológicas e topográficas impedem a passagem das tubulações por esse trajeto. Nessas situações, a solução técnica adotada é desviar parte da rede para as vias urbanas, o que exige intervenções e interdições temporárias durante a execução dos serviços.
Para minimizar os impactos na rotina da população, as frentes de trabalho são sinalizadas e organizadas com medidas de segurança voltadas a moradores, pedestres, motoristas e trabalhadores. O cronograma prevê que as valas sejam abertas, recebam a instalação das tubulações e sejam fechadas no mesmo dia, permitindo a liberação do trânsito após o encerramento das atividades diárias. A recomposição definitiva do pavimento será executada pela Prefeitura assim que a implantação da rede for concluída em cada trecho.
Na Rua Monsenhor Torres, a implantação da rede já foi finalizada e o local aguarda apenas a recomposição do pavimento. As próximas etapas da obra serão realizadas nas ruas Henriqueta Rubim e Berlim, na Rua Januária e também na região central, nas proximidades da Praça Central e do Instituto Federal.
Já no trecho entre a Rua Berlim e as imediações da Igreja Pentecostal, será necessária a interdição total temporária da via. De acordo com o planejamento da empresa contratada, a medida é indispensável porque o espaço disponível não permite a circulação segura de veículos e pedestres durante a operação das máquinas e a execução dos serviços. Nesse local serão implantadas a rede coletora e as ligações prediais, com previsão de duração de até três meses.
A Prefeitura reforça que os transtornos provocados pelas intervenções são temporários e fazem parte da execução de uma obra que trará benefícios permanentes para o município. Além de ampliar a cobertura do saneamento básico, o investimento contribuirá para a proteção do Rio Santa Bárbara, fortalecerá as ações de saúde pública e proporcionará mais qualidade de vida para toda a comunidade.








