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Corpos de militares mortos em queda de avião da PM são liberados e velório é marcado para domingo

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A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) confirmou a liberação dos corpos dos três militares mortos na queda da aeronave Pégasus 17, ocorrida na tarde de sexta-feira (9 de outubro de 2026), em Santana do Paraíso, nas proximidades do Aeroporto Regional do Vale do Aço. As cerimônias fúnebres e homenagens de despedida estão programadas para este domingo.

Em pronunciamento direcionado à imprensa, o diretor de Comunicação Organizacional da corporação, coronel Flávio Santiago, ratificou a liberação dos corpos e explicou que a agilidade no processo pericial decorreu de normas técnicas adotadas na aviação policial:

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“A despeito de qualquer situação, o protocolo da aviação facilita muito a identificação por conta da prévia identificação de arcada dentária, que é protocolar no seio aeronáutico. Então isso facilitou muito o processo para que houvesse as liberações e os cuidados com as famílias”, destacou o oficial.

Segundo Santiago, a instituição e demais agências do Estado atuam de forma coordenada para prestar suporte aos parentes dos policiais, muitos dos quais realizam deslocamentos para acompanhar as homenagens. A corporação informou que os detalhes relativos à cronologia, horários e locais do féretro e do velório serão repassados oportunamente à imprensa ao longo do dia.

O acidente

O acidente envolveu um bimotor Beechcraft Super King Air 300, prefixo PP-EJO. A aeronave havia decolado do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, por volta das 15h15, para a realização de um voo de recheque — procedimento padrão de instrução, treinamento e avaliação operacional de pilotos.

Aproximadamente às 16h20, o Corpo de Bombeiros foi mobilizado para atender à ocorrência na altura do km 43 da rodovia BR-458, onde a aeronave caiu e pegou fogo. As causas e circunstâncias da tragédia permanecem sob apuração dos órgãos competentes.

A tragédia vitimou três integrantes do Comando de Aviação do Estado (Comave):

– Tenente-coronel Luis Fernando Silvestre (49 anos): Natural de Belo Horizonte, somava mais de duas décadas de atuação na corporação e ultrapassava 5 mil horas de voo. Era o instrutor mais experiente da PMMG e comandava o esquadrão de aviões do Comave. No momento da queda, estava no comando da aeronave. Deixa esposa e três filhos.

– Tenente Gabriela Emília Soares Resende (35 anos): Natural da capital mineira, ingressou na PMMG em 2017 e foi declarada oficial em 2019. Em 2023, alcançou o marco histórico de se tornar a primeira mulher habilitada a pilotar aeronaves de asa fixa na corporação. Antes de integrar o Comave, serviu no 34º Batalhão e no Comando Tático Móvel do 41º Batalhão. Havia retornado recentemente da licença-maternidade, acumulava cerca de 300 horas de voo e deixa o marido e dois filhos pequenos.

– Tenente Alice dos Santos Almeida (34 anos): Natural de Caratinga, na região do Rio Doce, acumulava aproximadamente 300 horas de voo. Além de atuar como piloto, exercia funções operacionais no setor de manutenção de aeronaves da corporação.

A confirmação das mortes gerou forte comoção entre as forças de segurança pública de Minas Gerais. O coronel Flávio Santiago lamentou a perda dos profissionais:

“A nossa corporação está em luto. Perdemos três asas indomáveis, pessoas que faziam um trabalho importantíssimo”.

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